sexta-feira, 6 de abril de 2012

Chegada em Raleigh, parte 1

Graças a Deus, hoje é sexta-feira santa (ou good friday, como dizem por aqui) e, depois de uns 4 dias bastante movimentados, finalmente estamos livres pra descansar um pouco e tentar comer comida de gente. Mas como descanso é para os fracos, aqui estou eu, escrevendo logo cedo para contar as aventuras que vivemos desde que chegamos aqui em Raleigh. Pra não me confundir ou esquecer dos detalhes, vou tentar seguir a ordem cronológica dos fatos. Por isso, acho que vou dividir esse post em vários outros, pra não ficar muito grande.

Dia 1:
"Kil" e seu cappuccino
Depois de quase 24 horas entre aeroportos e aviões, chegamos em Raleigh, mas não sem antes o Caio soletrar o nome dele como "Kil" no Starbucks do aeroporto de Charlotte e quase me matar de vergonha (a moça até perguntou se o nome dele pronunciava Kill mesmo). Não satisfeito, no mesmo aeroporto ele fez questão de pentelhar a garçonete do restaurante que a gente parou pra almoçar, só pra saber como ela pronunciaria o nome dele e, quando estávamos de saída, ele ainda quis saber dela se era necessário pagar gorjeta... Gafes à parte, chegando em Raleigh e resgatando nossas malas que estavam na salinha da companhia aérea, lá fomos nós pro nosso motel de beira de estrada.

Agora, sei que em geral as pessoas me acham meio exagerada e podem não acreditar em mim, mas tenho convicção de que algo muito bizarro aconteceu naquele quarto de motel, porque tinha manchas suspeitas nas paredes, na colcha e uma MUITO suspeita na cortina do banheiro (que acho que era sangue). Isso fora os fios de cabelo estranhos, os insetos e o fruit loop que achei atrás da cama. Até aí tudo bem, afinal sou brasileira e não desisto nunca, mas quando saímos para fazer aquele passeio de reconhecimento e tentar chegar na universidade eu percebi que não ia rolar dormir naquele quarto: Tinha um strip-club do lado do motel e um cara que encontramos no ponto de ônibus disse que não só estávamos longe da universidade, mas também que aquela vizinhança não era uma vizinhança que ele gostaria de estar durante a noite (if you know what I mean).

Não se aproxime muito dessa cortina...
Resultado: Pegamos o busão, chegamos no campus e descolamos um hotel barato porém digno nos arredores da universidade. Pedimos um táxi para buscar nossas malas no motel suspeito e fugimos de lá como diabo foge da cruz. Jantamos uma pizza gigante (e com um tempero bizarro) e fomos dormir exaustos, mas sem pegar chato e com a certeza de que nenhuma stripper seria brutalmente assassinada no quarto ao lado... (to be continued)

2 comentários:

  1. Então este hotel que vocês estão é outro?
    Da próxima vez quero ver o quarto.

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