sexta-feira, 15 de junho de 2012

O que fazer em Raleigh quando você não tem nada de útil pra fazer (parte 1)

Acredito que algumas pessoas saibam que uma das razões que me trouxe até Raleigh foi a minha insatisfação com a nutrição e minha vontade de mudar de carreira e seguir um caminho mais próximo daquele que eu deveria ter seguido quando saí do colegial pensando em estudar jornalismo. A idéia era chegar aqui e treinar meu inglês, perder um pouco do meu sotaque e voltar para o Brasil com sangue nos zóio em busca do CPE (que eu sempre quis prestar mas nunca tive coragem da gastar dinheiro com ele) e de uma possível carreira que envolva idiomas (traduzir o próximo livro da saga de "A Song of Ice and Fire" ou fazer legendas para "Criminal Minds" seria perfeito, mas considerando a minha atual situação, tô topando até traduzir bula de remédio). Com isso em mente, lá fui eu pesquisar o que eu poderia fazer por aqui para me ajudar com esse extreme makeover de carreira.

Ainda no Brasil, descobri que tinha duas alternativas. A primeira era fazer um daqueles cursos de imersão de um mês e que gastar todas as minhas economias. A segunda era aproveitar bem os meus recursos (e os da NCSU) e estudar por conta própria. Como eu tenho uma queda pelo "faça você mesmo" e já tinha planos para a minha poupança, lá fui eu descobrir o que eu poderia fazer aqui em Raleigh para aproveitar meu tempo e melhorar meu vocabulário (e meu sotaque). Com uma ajudinha do OIS (escritório de serviços internacionais da NCSU) e xeretando algumas oportunidades pela cidade, comecei a participar das seguintes atividades:


Cupcakes "decorados" durante uma reunião do IMOM...
IMOM: Sigla para International Moms or Mates, esse é um grupo de esposas de estudantes ou pesquisadores estrangeiros da NCSU. As reuniões acontecem todas as quartas, das 14 às 16 horas e crianças são bem-vindas. A cada 15 dias tem aula de culinária e o grupo é bem bacana, apesar da assustadora maioria de moms (eu devo ser a única participante que não tem e nem quer ter filhos ali). Esse foi o primeiro grupo que conheci na NCSU e, apesar das reuniões diminuirem durante as férias de verão (agora só vai ter um encontro em julho e depois só em agosto ou setembro), valeu a pena participar e perceber que eu não sou a única estrangeira com sotaque por aqui...

ECC: Esse foi o grupo que mais me interessou quando vi as opções oferecidas pelo OIS e a sigla significa English Conversation Club. Como uma das minhas metas é falar o máximo de inglês possível, nada melhor do que participar de um grupo de conversação entre estudantes estrangeiros e voluntários nativos. As reuniões são todas as terças e quintas (na parte mais distante do campus) e também às sextas num prédio aqui perto. Semana passada eu arrastei o Caio para uma das reuniões e acho que ele gostou de saber que tem gente com mais dificuldade do que ele na hora de perder a timidez e falar inglês. Outra coisa boa desse grupo é que os voluntários nativos sempre tem alguma dica legal de coisas para fazer na cidade e sempre podem dar umas dicas para ajudar na adaptação dos visitantes.

Cameron Village Public Library, onde tem vários bookclubs
Evening Book Club: Isso não tem nada a ver com a universidade, mas é bem perto de onde estamos morando e é outra atividade que sempre quis participar e, no Brasil, eu nem tinha idéia se era possível. Esse clube do livro se reune toda segunda terça-feira do mês, as 18:30, na Cameron Village Regional Library e discute livros de todo tipo, a maioria deles de ficção. A biblioteca tem outros clubes do livro, inclusive um da Jane Austen que eu também pensei em participar mas acabei desistindo, já que li quase todos os livros dela e estou precisando de coisas novas.

Fora esses grupos, também têm outras coisas que descobrimos por aqui e que serão assuntos para posts futuros. Sim, novos posts virão. Não, não sei se eles vão demorar tanto quanto esse demorou...

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